Nossas “Senhoras” – Parte 4: Do Papel ao Celulóide

Oi pessoal, aqui é a Jacque de novo _o/

Desculpem a demora para atualizar os posts do nosso flashback, mas motivos de força maior (entendam-se a pré-produção de Dona Moça e uma mão quebrada e engessada), me impediram de escrever por um tempo (quer dizer, ainda estou digitando apenas com a mão esquerda, mas divago). Enfim, vamos ao que interessa.

Nos posts anteriores relembramos que Senhora foi adaptado várias vezes pela TV Tupi e TV Paulista em forma de teleteatros e novelas, além da versão famosíssima da Globo produzida em 1975, com Norma Blum. Hoje vamos mudar um pouco o foco das telinhas para a telona.

A primeira adaptação cinematográfica conhecida da obra de José de Alencar data de 1955. Produzida por Antony Assunção e roteirizado por ninguém menos que o lendário Walter Dust, restam pouquíssimos registros da obra. A maior parte das informações se perdeu com o tempo – tudo indica que resta apenas uma cópia na Cinemateca Brasileira, em São Paulo – mas conseguimos algumas fotos através do site da BBC.

Maria Fernanda e Anselmo Duarte encarnam Aurélia e Fernando.  Crédito: BBC

Maria Fernanda e Anselmo Duarte encarnam Aurélia e Fernando.
Crédito: BBC

Segundo a BBC e a Cinemateca Brasileira, os protagonistas eram Maria Fernanda e Anselmo Duarte. Curiosidade literária: a atriz, nascida em 1928, é filha de ninguém menos que Cecília Meireles!

A segunda versão cinematográfica foi lançada em 1976. Um fato interessante é que ela foi produzido antes da novela da Rede Globo, mas só veio a público depois por problemas de finalização e distribuição.

Cartaz original do filme

Cartaz original do filme “Senhora”, de 1976.

A protagonista dessa versão é Elaine Cristina, que já tinha participado de “O Preço de Um Homem”, a versão moderna (para os anos 70) produzida pela TV Tupi. Fernando Seixas foi interpretado por Paulo Figueiredo e Etty Fraser ficou encarregada de fazer a Dona Firmina. O filme está disponível na íntegra no Youtube:

Curiosamente, essa é uma versão do tipo “ame ou deixe-a”: embora muitas pessoas defendam esse filme, há aquelas que preferem fingir que ele não existe. Descontando alguns fatores anacrônicos (personagens de 1876 utilizando ternos que só estariam na moda cem anos depois – hello?), chama a atenção as mudanças feitas na história, começando pela narração soturna de Aurélia (como ela sofre nesse filme, gente!), a transformação do pai de Adelaide em vilão e a morte de um personagem que não morre no livro – provocando uma transformação total em Aurélia e no clima da narrativa. Enfim, é um filme que só assistindo para decidir se você é da turma dos adoradores ou daqueles que acham que titio José de Alencar deve ter se revirado no túmulo.

Por hoje é só. Semana que vem voltamos com mais retrospectiva e falando daquela que é uma das versões preferidas do público: a novela Essas Mulheres, estrelada por Christine Fernandes e Gabriel Braga Nunes. Até mais!

Fontes: Cinemateca Brasileira; Banco de Conteúdos Culturais da BBC, Wikipedia (1) e Wikipedia (2)

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2 comentários sobre “Nossas “Senhoras” – Parte 4: Do Papel ao Celulóide

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