Nossas Senhoras – Parte 5: Senhora, Diva e Lucíola

Oi pessoal!

Jacque falando mais uma vez! Hoje nós vamos terminar a nossa retrospectiva das adaptações de Senhora. Pois é, passou rápido, não?

Recapitulando: anteriormente nós falamos um pouco sobre as adaptações para teleteatros nos primórdios da televisão brasileira, sobre as três primeiras adaptações na TV Paulista e na TV Tupi, sobre a famosa versão de 1975 produzida pela Globo e, finalmente, sobre as duas versões cinematográficas.

Agora encerramos nossa série falando da adaptação mais recente – e talvez a que esteja mais presente no inconsciente coletivo dos fãs de José de Alencar – a novela Essas Mulheres, exibida pela Rede Record há exatos dez anos, em 2005.

Poster promocional da novela. Da esquerda para a direita, as protagonistas: Christine Fernandes, Miriam Freeland e Carla Regina.

Poster promocional da novela. Da esquerda para a direita, as protagonistas: Christine Fernandes, Miriam Freeland e Carla Regina.

Escrita por Marcílio Moraes e Rosane Lima (com colaboração de Bosco Brasil e Cristianne Fridmann), a novela mesclava e adaptava os três romances mais célebres da fase urbana de Alencar, os livros da chamada série “Perfis de Mulher”: os romances Lucíola, Diva e Senhora publicados, respectivamente, em 1862, 1865 e 1875. As protagonistas da novela eram as mesmas dos livros: Lúcia, Emília e Aurélia.

Na novela, após pequenas alterações no roteiro, as três personagens começam como amigas, por estudarem com a mesma professora de canto. Mila (Miriam Freeland) é uma jovem rebelde que desafia os padrões da época e vive em conflito com a mãe dominadora. Pintora, é extremamente sensível e sofre uma série de transtornos mentais que a levam a ser tratada pelo médico negro Augusto (Alexandre Moreno), que acaba se apaixonando por ela. Milia é rica e pertence a uma família privilegiada da Corte, ao contrário de suas amigas.

Maria da Glória (Carla Regina) é uma jovem pobre que, sem dinheiro para pagar o tratamento do pai doente (Carlo Briani), acaba se prostituindo. Ele melhora, mas renega a filha, que sai de casa e acaba se tornando Lúcia, a cortesã mais admirada do Rio de Janeiro.

Por fim, temos a Aurélia (Christine Fernandes), que passa por todas as situações que conhecemos e já abordamos nos posts anteriores. Poucas mudanças foram feitas em sua história, sendo a mais importante o fato de seu irmão (Leonardo Miggiorin) sobreviver ao invés de morrer. A família de Fernando (Gabriel Braga Nunes), também sofreu algumas alterações e se tornou parte do alívio cômico. As modificações que realmente fizeram diferença foram a transformação de Adelaide Amaral (Adriana Garamboni) em vilã. Nós aqui da Adorbs entendemos porque isso foi feito, mas não concordamos muito porque somos #TeamAdelaide e gostamos muito da personagem. Outro vilão de destaque foi o Lemos vivido por Paulo Gorgulho numa interpretação incrível.

Mas chega de conversas. Vamos direto ao que interessa naquela que talvez seja a melhor cena de toda a novela, fidelíssima ao texto original do início ao fim:

“Eu sou rycahhhhh!”

A novela foi reprisada uma vez pela Rede Família (emissora pertencente à Igreja Universal do Reino de Deus) e pela Fox Life. É possível assisti-la quase que por completo nesta playlist (infelizmente parte do primeiro capítulo parece ter se perdido).

Fonte: Teledramaturgia

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s